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BREAK

 

Porque Break, e não Breakdance?
É simples. O Break vai muito além de uma forma de dança. É mais que tudo, um estilo de vida para quem ama o Hip Hop, é atitude, é arte de rua. Embora o Break já existia há pelo menos 30 anos (de acordo com as maiores autoridades do mundo), sua explosão e exposição ao grande público, passou a acontecer à partir de 1979, quando já estavam formados todos os conceitos do Hip Hop como o conhecemos hoje, afinal, um ano antes (1978), já existiam as formações organizadas de inúmeros crews de Break; as grandes gravadoras já acertavam as contratações de artistas de Rap e a concepção da Graffitti-Art assumia a atual forma de painel multicor segundo a revolucionária definição do artista plástico Phase 2.

Pronto. Estava formado o Hip Hop em suas três manifestações máximas: O Break, Graffitti e Rap. Hoje, quando a mídia mundial divulga cada vez mais o Rap, muitos devem perguntar porque não cito o Rap, e sim o Break como base para a existência do Hip Hop. Vejamos, no meio da década de 70, a Disco Music dominava o mundo, e outras formas de expressão musical como o Rap não tinham aceitação junto à mídia. Enquanto tudo isso acontecia, o Hip Hop já existia, e não tinha chance de se propagar nos meios de comunicação, e mesmo nas ruas, não conseguiria sucesso utilizando apenas o Rap em sua pura forma de ritmo e poesia, pois o mundo inteiro se embalava no universo de luzes do Disco.

Por outro lado, o Break era a única forma de arte livre, e impossível de ser contido, por quem quer que fosse, pois tinha o apelo visual necessário para chamar a atenção das massas.
Os movimentos intrincados, acrobáticos, mas altamente plásticos e harmônicos dos B-Boys começaram a buscar fãs e seguidores nas ruas, na base do corpo à corpo, trazendo junto o Graffitti, com sua colorida expressão artístico-visual, e o Rap, a trilha sonora que completava o cenário. E foi assim que o Hip Hop começou a se fortalecer, pois era preciso algo que enchesse os olhos do público para atingir a popularidade, que trouxesse todos os elementos básicos para satisfazer os requisitos da indústria de entretenimento.

O Break era tudo isso. A "nova" dança atingiu o público como um furacão, e as emissoras de rádio e televisão; os clubes e as revistas começavam a mostrar a todo mundo o Break, muitas vezes sem perceber que com isso, estavam iniciando a promoção e divulgação do Hip Hop como um todo. Pode se dizer que o Break fazia, entre 70 e 80, o papel que os vídeos fazem hoje, em benefício da indústria fonográfica, aumentando a força de mercado através do apelo visual.

Com a popularização do Break, firmava-se a figura do B-Boy; surgia o interesse sobre as ténicas utilizadas pelos Djs e rappers. No princípio, a motivação do Break era defender, palmo a palmo, nas ruas, o espaço para a emancipação da cultura Hip Hop. Com o tempo, as lendárias batalhas ou "rachas" evoluíram para um estágio de desenvolvimento de conceitos diversos, que iam desde a compreensão dos difíceis passos da dança, até programas de recuperação de jovens viciados ou que viviam nas ruas. Quando a indústria cinematográfica resolveu mostrar o Hip Hop em filmes, mais uma vez, o Break cumpriu o seu papel, e milhões de jovens em todo o mundo, passaram a praticar em qualquer lugar possível, desde a aparição do Rock Steady Crew em Flashdance, passando por históricos filmes como Style wars (83), Wild Style (83), Beat Street (84), Breakin' (84), Rappin' (85), e Krush Groove (85).
Filmes como esses estabeleceram um marco na história da música, mostrando uma cultura de rua que abria novos horizontes nas vidas das pessoas, principalmente aquelas que viam a rua apenas como o ambiente de um submundo criminal, um antro de perigos.
Nesses filmes as pessoas tinham a oportunidade de fomar um paralelo de escolha entre o bem e o mal, partindo de um ponto de vista real. Como se viu em Beat Street e Krush Groove era possível deixar a violência e o crime sem deixar as ruas; era possível ser alguém, tornar-se um artista expressando experiências próprias e mostrar a arte sem ter que se transformar num "Personagem", assim como surgia a chance de desenvolver uma cultura que não necessita de retoques ou ajustes para se tornar "comercialmente viável".

Não era preciso ter dinheiro ou influência, mas sim, amor à arte e vontade, muito vontade. Um dos aspectos mais positivos do Break é justamente a rotina de treinamento, que praticamente obriga a deixar todos os vícios, dormir bem, alimentar-se ainda melhor, ou seja, ter saúde. Por todos esses motivos, os meios de comunicação de todo o mundo voltam a dar evidência ao Break, e começa a ser comum ver nomes como o de Crazy Legs e Peewee (Rock Steady Crew), os N.Y.City Breakers, fazendo parte das notícias; nas ruas toda a linha de vestuário street remete aos áureos tempos do Break (tênis Adidas, Puma, Converse, Agasalhos, etc.); grupos de Rap em evidência vêm colocando dançarinos de Break em show e videoclipes (Lords of the Underground, The Coup, Fugees), artistas como Busy Bee, Cold Crush Brothers, Treacherous Three, Fearless Four, Kurtis Blow, Afrika Bambaataa, e muitos outros estão gravando novos discos, artistas do Graffitti fazem mostras do nível de pintores clássicos em galerias e espaços culturais. Tudo porque existe o Break.



A ORIGEM DO BREAK NO BRASIL


Explicar passos de dança seria repetitivo e muito difícil, tão difícil quanto à trajetória de todos esses artistas, ou como eles preferem, B-Boys, que numa época praticamente sem recursos, quando as perspectivas de crescimento junto ao público e ao mercado dependiam da qualidade e do amor, fizeram seu papel, garantindo o futuro em todos os lugares, como no Brasil, onde o Break está vivo, e tem representante genuíno e de nível internacional.

Desde 1982, Nelson Triunfo e a posse Funk Cia, já mostravam o Break na movimentadíssima Rua 24 de Maio, no coração de São Paulo. Quando a "brincadeira" acabou por lá, a estação São Bento tornou-se, para sempre o templo dos B-Boys de todo o Brasil. Lá se formaram crews que mereceram a história do Break, como Crazy Crew, Street Warriors, Nação Zulu, Fantastic Force, Jabaquara Breakers e Back Spin Kings.

À partir daí também se celebravam artistas do Graffitti como "Os Gêmos" e outros. Através do Break também surgiram vários artistas, hoje famosos no Rap, tais como: X (Câmbio Negro), GOG, PMC (Poetas da Rua), M.T.Bronks, KLJ (Racionais MC'S) DJ Raffa, Magno (Visão Urbana), Marcão (Baseado nas Ruas), e uma das provas da universalidade do Break é que das "rodas" de Break saíram DJs que brilham no circuito Dance, como o Dj Maumau e o Multi-Homem DJ MC Jack (Rivage-SC). O Break brasileiro cresceu, e em 1993 proporcionou ao público a 1a. mostra nacional de Hip Hop, levando um grande público ao espaço cultural metrô São Bento.
Em 1999 aconteceu o primeiro campeonato brasileiro de Break que contou com a participação de muitos grupos mas que em seu ano seguinte(2000) contou com mais de 30 crews de todo o país mostrando que o Break está em todo o nosso país.

 

 STREET DANCE

 

 

Ao pé da letra, "Street Dance" é dança de rua mas, não precisa ser feita necessariamente no asfalto. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1929, quando houve uma supercrise econômica nos EUA. Ninguém tinha grana pra nada, muito menos prá se divertir, com isso, os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados. Foram para as ruas fazer uns shows a fim de descolar uns trocos. Foi então, que da mistura do Ragtime, Jazz e outros ritmos negros, surgiram os tap dancers (sapateadores), os primeiros dançarinos de rua. É claro que o que era feito nessa época é completamente diferente do que existe hoje.

O Break, uma das vertentes do Street Dance, surgiu depois do Funk. Usa uma linguagem semelhante à da mímica, movimentos de acrobacia, ginástica olímpica, sempre aproveitando bem o corpo e o chão. Hoje, o Break continua parecido como no final dos anos 70. Este estilo ainda trabalhava os passos muito em cima dos malabarismos. E é muito legal, especialmente porque os B.Boys (abreviação de Break Boys, pessoas que praticam o Break) mantém a tradição do início da cultura Hip Hop, embora cada vez mais as manobras estejam se complicando.

Atualmente o Street Dance, feita por grupos como o Unidade Móvel e o The Face, faz uma mixagem de várias formas sobre este mesmo estilo de dança. Mas em cada passo, o que importa é o estilo e a atitude do dançarino. Existe técnica, rigidez na forma de passos, mas total liberdade na execução dos movimentos, por exemplo, você precisa parar o braço numa determinada posição mas, não existe um jeito único de se chegar a esse fim, como no balé. No Street Dance cada um pode criar o movimento até atingir essa posição.

Existe a valorização da criação individual, desde que, é claro, que a pessoa invente seu jeito sem sair fora do balanço, como, aliás, exige em qualquer outra dança. Se você leva jeito, não custa tentar. Boa Sorte!!

Obs: A imprensa americana denomina de Street Dance, devido não ser uma dança acadêmica e por causa dos B.Boys treinarem em lugares públicos como praças, ruas e calçadas. No Brasil, há grupos mal informados que divulgam o Street Dance como Dança de Rua para o público e imprensa, o que não é correto. Pois nos velhos tempos era raro ver um dançarino de verdade na rua. Os "crews" (turma de dançarinos), costumavam executar suas performances em festas e discotecas, e não nas ruas.

 

NEW SCHOOL HIP HOP

 

É chamado normalmente só de "hip hop". A razão pela qual é chamado de "New school hip hop", é que se apenas for chamado de hip hop vem a parecer como Breaking e não como hip hop mesmo. Desde então foram denotados como Breaking e Hip Hop.

Os dois estilos pertencem ao Hip Hop, e por isso é que é chamado de "new school hip hop" e "old school hip hop".

New school dance é uma forma do hip hop,a qual é diferente do breaking. Hoje em dia, a música da old school tem combinado com os movimentos do breaking. Música como:  e "Just Begun" é um bom exemplo. A música hip hop está sempre mudando. Assim que a música começou a mudar, algumas pessoas perceberam que o breaking não estava com a música da New School. Por volta do ano de 1986, que foi o início da new school dance os movimentos eram muito mais simples do que hoje em dia. Passos como Wap, Running man, Rogger Rabbit e Robocop são alguns passos populares dessa era. Esses passos eram exatamente o que o corpo podia fazer. Nesse período foram feitos muitos vídeos de rap apresentando vários dançarinos. De qualquer modo, a new school dance, no presente momento, é bem mais complexa.

Muitos dançarinos misturavam popping ou electric boogie nos seus movimentos. Novos estilos foram surgindo de todos os lugares. Pessoas fazem passos vindos de movimentos de artes marciais, reggae, locking e mesmo os passos de soul train dos anos 70. Desde então, as maiorias dos rappers não são como dançarinos dos dias de hoje, é realmente difícil ver isso na nova forma de dançar.Algumas pessoas ainda estão fazendo running man, pensando que esse passo faz parte da new-school.

Todos sabem que a cidade de Nova York é o melhor lugar para ver os dançarinos da new school. Em Tunnel, é realizado numa festa chamada "Mecca" aos domingos onde esses dançarinos se encontram. A New School também é muito grande no Japão. Há muitas competições de dança no Japão.

A única coisa que o dançarino da Old School pode dizer em relação a New School é que os movimentos da New School podem ser comparados com o Moinho(1990) e Headspin. New School dance é mais pelo "tempero" e não como desenvolver o movimento. É quase fazer uma música .(É claro que a New School dance precisa mais habilidade). Esse conceito é restrito para o footwork no breaking.

Portanto, não é possível dizer qual é a melhor: old school ou new school.

 

 

B-BOYING

 

 

B-Boying é uma forma de dança do hip hop, popularmente conhecido como breaking. Consiste em uprock,footwork,spinning moves(power moves) e freeze.
B-boying veio do Bronx, NY. O termo "B-Boying" foi criado por Kool Herc, um DJ que agitava as festas do Bronx. B-boys "quebram" e chamam assim porque eles dançam Break. Mais tarde surgiu o "breakbeats" que foi assim chamados pelos DJ. Embora, muitas pessoas achem que o breaking é somente o poder dos movimentos, os b-boys natos devem mostrar todos os elementos do Breaking.

Há controvérsias entre pessoas que dão ênfase no estilo e força dos movimentos e outros mostram seu estilo com individualidade fazendo separadamente footwork e freeze, o Rock Steady Crew é o único grupo que enfatiza esse estilo para mostrar seu gosto pela dança individual.

Alguns acham que a força dos movimentos tem um grande impacto e muita energia, basta mostrar seu jeito individual e original nos movimentos que faz. Além disso, a força dos movimentos, realmente, não se faz com a batida e sim no modo como se gira. Por esta razão o Rock Steady Crew sugere que os footworks fossem enfatizados, como o breking dos anos 90.
O Breaking é o estilo mais popular do hip hop e vem se expandindo por todo o mundo.

No final do ano 1960 e início dos anos 70 surgiu o b-boying. Suas danças eram chamada de "GOODFOOT" do disco de James Brown, que tinha o mesmo nome.

O primeiro "freestyle dance" incorporava movimentos que a baixava e girava ao mesmo tempo, assemelhando-se ao começo do breaking. É mais fácil descrever o goodfoot, concordando com Michael Holman:imagine uma grande marcha em uma parada, dando passos longos e altos, ficando com uma perna arrastada no chão e com os quadris soltos para a batida, abaixando simultâneamente a outra perna.

Um DJ inventou novos caminhos para prolongar as batidas do breaking nos discos os dançarinos tinham mais tempos para inventar e experimentar. Logo depois, movimentos que faziam arrastar para o chão, sair e entrar de repente novamente no ritmo da batida começou a padronizar e surgiu então a primeira geração de b-boys, usando o nome de "boie-oie-oings". O footwork apareceu quando os boie-oie-oings começaram a usar suas mãos e seus braços para aguentar seus corpos e ficar com os pés para o alto,arrastando-os em movimentos circulares. No Brooklyn, um nov passo inspirou essa quebrada, que foi desenvolvida e chamada de "BROOKLYN ROCK", também conhecido como "UPROCKING". Uma vez que os movimentos começam a se desenvolver surge um novo estilo. A famosa primeira geração de b-boys era:"Nigger Twins", Clark Kent" e Zulu Kings".

De qualquer modo, o breaking voltou com uma nova geração de b-boys. O b-boys porto-riquenhos que colocaram uma nova vida ao breaking , melhorando-o, passando para um novo nível. Eles começaram a colocar muitas acrobacias num nível difícil e inventaram novos movimentos. B-boy como Crazy Legs do RSC foram influenciados por Jimmy Lee e Joe Joe, integrantes do RSC original desenvolveram e inventaram novos movimentos como backspin e windmills (moinho). Eu queria mencionar que existe também outros b-boys como Lil Lep do NYCity Breakers que podem ajudar a crescer o b-boying. Também estrelas como Bruce Lee e outros filmes de Kung Fu exercem grande influência nessa cultura. A popularidade dos filmes de Kung Fu durante os meados dos anos 70, especialmente na cidade de NY deu um grande impacto no estilo b-boying. Um grande número de movimentos das artes marciais incorporou-se junto ao b-boying. Por exemplo: o moinho veio do Kung Fu.(este texto foi escrito antes da passagem de Crazy Legs no Brasil em 1999 onde ele - criador do movimento - revela que o moinho aconteceu pela primeira vez quando ele treinava footwork foi tentar um freeze errou e tentou "emendar" a seqüência e girou no chão. Outro Bboy que treinava junto com Crazy Legs ficou abismado com o que tinha visto e disse "do it again”e daí começaram a treinar o moinho. (Nós temos a fita VHS com o Crazy Legs declarando isso no evento realizado na cidade de São Paulo)

B-boying ficou conhecido por volta dos anos 80. Foi o primeiro estilo dançado fora da cidade de NY, visto no filme Flashdance em 1983. (Antes de Flashdance foi o filme que mais marcou a presença de b-boying). Não era um filme de b-boying, pois tinha curtas cenas com características de b-boying e popping nas ruas , mas dava um grande impacto, suficiente para inspirar as pessoas a começar a fazer b-boying por todo o mundo. Depois de Flashdance, muitos filmes de Break foram feitos como: "Breaking" , "Breaking 2", e "Beat Street" e também par causa das cenas de batalha entre RSC e NYCBreakers. B-Boying tornou-se popularmente conhecido como "BREAKDANCE" por muito tempo. Por causa disso,quando a mídia parou de mostrar b-boying na TV, muitas pessoas acharam que o b-boying estava acabando. Alguns b-boys pararam de fazer b-boying por influência da mídia. A mídia maltratou o b-boying.

Depois de 1985 e 1986, o b-boying voltou. Então, o nascimento do b-boying foi em 1990. Não sei ao certo o que aconteceu. Eu tinha certeza que não tinham desistido por causa da mídia . Enquanto isso foi na Califórnia que o b-boying fez um grande sucesso. Hoje em dia eventos de b.boying como : B-BOY SUMMIT e ROCK STEADY ANNIVERSARY são organizados todo ano e muitos b-boys de todos os lugares do mundo se juntam a fim de preservar a cultura viva e progredir ainda mais com o b-boying.